Vera Pires diz que “Ponta Delgada tem sido construída um pouco ao Deus dará” e defende a criação de um Pano Integrado de Urbanismo, que “dê consistência ao conjunto do território e que permita melhores condições de vida, a começar pela habitação”.
Em declarações após uma reunião com a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos, a candidata do Bloco à Câmara Municipal de Ponta Delgada, considera que é preciso pensar antes avançar com obras como as da Calheta ou as que estão previstas para a Praça Gonçalo Velho.
Quanto ao crescimento da cidade, Vera Pires salienta que “existem imensos buracos” – casas vazias, casas abandonadas, casas em ruínas e locais com alicerces de casas que nunca nasceram – e que antes de expandir a cidade e as freguesias – o que traz custos para a instalação e manutenção de infraestruturas como água, luz, telecomunicações e saneamento, por exemplo – é preciso “aproveitar o espaço que já existe para requalificar e fixar gente”.
“Todas as obras, públicas ou privadas, têm que ter em conta a mobilidade, o estacionamento, a existência de vida comunitária”, e este Plano Integrado de Urbanismo é fundamental para que a cidade e as freguesias cresçam de forma harmoniosa e coerente.