Se estamos a caminho de criar mais dois elefantes brancos, à custa do dinheiro de nós todos/as, é bom que percebamos se à pura incompetência não se juntarão interesses pouco recomendáveis!
O que se pretende é a liberalização total do comércio, o que pressupõe a redução de barreiras não tarifárias, acabar com os últimos direitos alfandegários e, quem sabe até possibilitar aos investidores (grandes empresas multinacionais) a oposição legal contra legislações e regulamentações consideradas atentatórias da persecução dos seus interesses.
Se, no que diz respeito aos/as trabalhadores/as, o GR se conforma com a eterna precariedade, já para os empresários, nada menos do que regalias e dádivas, assumidas pelo reforço do rentismo, posto à disposição de novos pseudo-empreendedores.
É cada vez mais claro, e já não é só o BE que o afirma, que a utilização militar, no quadro dos interesses norte-americanos, que se confundem com os interesses da NATO, é incompatível com qualquer investimento civil com peso significativo para a economia.
A inevitabilidade da pobreza e a manutenção de uma espécie de ordem social incontestada e incontestável reforça a desigualdade social que se tem vindo a agravar na Região. É este marasmo, sem saída, que continua teimosamente plasmado nos programas dos partidos do «centrão» que mais parecem um «beco sem saída» e que, dessa forma, alimentam a desesperança que se vive.
O Presidente do Governo Regional apresentou-se, com renovadas intenções dialogantes e uma louvável humildade democrática. Na prática, durante três dias de debate, fomos confrontados/as com mais do mesmo: - ouvidos moucos à diferença, intransigência nas posições e, quanto à abertura ao diálogo e ao compromisso…coisa nenhuma!
O PSD não se consegue reencontrar como uma oposição com um projeto político verdadeiramente alternativo. Poderia ser mais contundente na defesa, por exemplo, dos serviços públicos, mas prefere fazer um combate político baseado na contestação face ao agravamento de impostos sobre os refrigerantes e as balas, como se fossem as principais medidas de austeridade tributária que penalizam os portugueses.