Uma oposição construtiva não é aquela que facilita a aprovação das propostas, por facilitar. Uma oposição construtiva é aquela que se bate até ao fim pelo que tem mais significado e impacto positivo na sociedade.
O triste facto de o Governo Regional ter o desplante de assumir de forma pública que não cumpre a lei, mostra o mal que faz a eternização das maiorias absolutas.
Seria de esperar, por parte do PS, um maior respeito pelos sócios-gerentes açorianos que nesta altura estão a passar por dificuldades financeiras, mas que acabam por ficar sem apoios.
As propostas do Bloco para apoiar os trabalhadores em lay-off e para reduzir o custo com eletricidade das famílias com quebra de rendimentos obrigaram o PS a vir a terreiro e a apresentar as suas propostas para cobrir as do Bloco. Dois deputados conseguem fazer moverem-se outros 30, e mesmo sem propostas aprovadas a suas ideias tornam-se realidade.
A grande lição da crise de 2011 é que políticas de contração, ou seja, de cortes nos salários, pensões e no investimento público só trazem mais crise e sofrimento.