É demasiado fácil refugiarmo-nos em críticas superficiais—que “os políticos são todos iguais” ou que “são políticos de carreira”. Mas pergunto: onde estão os cidadãos que permanecem vigilantes ao que acontece à sua volta e se dispõem a intervir?
Para resistir à maré de tempestade, a esquerda deve ser o horizonte de transformação e esperança que o socialismo nos proporciona. Só há resistência se houver esperança.
Temos de tornar estas eleições numa oportunidade para pegar na esperança por um mundo melhor e concretizá-la numa configuração progressista da Assembleia da República.
A melhor forma de celebrar os cinquenta anos das primeiras eleições livres é dar respostas aos problemas do país e das pessoas, afastando assim o fantasma da extrema-direita.