Esse mecanismo está presente em quase todos os artigos que aqui escrevo, mas na sua maioria das vezes não está explícito: é o dividir para reinar. É a polarização das questões.
Entre assuntos regionais, nacionais e internacionais, é difícil não ficar indiferente, pelo menos atónito, com a absurda falta de bom senso, de ponderação, de honestidade.
A missão de um espírito crítico é identificar as frechas ou abri-las até em lugares de maior fragilidade, de forma a poder construir um edifício que seja seguro.
O que é agenda partidária se não a busca do bem comum segundo o respetivo partido? Culpabilizar os partidos por terem uma agenda política revela uma aversão à democracia enquanto pluralidade.
Esta instrumentalização do medo muitas vezes desvia a atenção das causas estruturais dos problemas urbanos, transformando soluções de longo prazo em intervenções de choque para satisfazer audiências momentâneas. Esta é uma estratégia de extrema-direita e faz lembrar histórias de tempos que não se querem repetir.
O não-englobamento é uma prática injustificável: beneficia imensamente os pouquíssimos do costume, a expensas de todos os restantes. As propostas do BE e do PCP de fechar este buracão que permanece no CIRS foram chumbadas pela AD com abstenção do PS. O englobamento obrigatório permitiria desonerar praticamente toda a gente.