Ter posições definidas, mas não fundamentadas não esclarece, nem deixa esclarecer. Emperra o debate. Mesmo diante afirmações mais estapafúrdias devemos tomar um tempo para pensar, quanto mais não seja em como foi possível aquela verbalização ou como contrariá-la.
A morte de Ademir Moreno despertou o sentimento de que temos de mudar a realidade vigente. A vigília desempenhou um importante papel em quebrar a primeira barreira: a ignorância. Incentivou-se o diálogo aberto, a consciencialização e a mudança social.
Se houvesse um círculo nacional de compensação, à semelhança do que temos nos Açores, PS, AD e CH perderiam alguns deputados, e o BE, por exemplo, passava de 5 para 10 (trata-se do dobro dos deputados).
O facto de termos pessoas a sair do sofá para votar num partido que tem uma retórica antagónica à nossa constituição, demonstra como é necessário um debate sobre a nossa organização mais básica.
Em que mundo é que se faz política a sério com ad hominem e instrumentalização de inocentes? Este discurso está a ser normalizado e trata-se de pura demagogia eleitoral.
É uma oportunidade viva de comprovar a infinidade de possibilidades em que podemos querer viver, que valores nos importam enquanto sociedade e que escolhas faremos no futuro. Tudo isto é cultura, é criatividade, é resistência.