Se, no que diz respeito aos/as trabalhadores/as, o GR se conforma com a eterna precariedade, já para os empresários, nada menos do que regalias e dádivas, assumidas pelo reforço do rentismo, posto à disposição de novos pseudo-empreendedores.
É cada vez mais claro, e já não é só o BE que o afirma, que a utilização militar, no quadro dos interesses norte-americanos, que se confundem com os interesses da NATO, é incompatível com qualquer investimento civil com peso significativo para a economia.
A inevitabilidade da pobreza e a manutenção de uma espécie de ordem social incontestada e incontestável reforça a desigualdade social que se tem vindo a agravar na Região. É este marasmo, sem saída, que continua teimosamente plasmado nos programas dos partidos do «centrão» que mais parecem um «beco sem saída» e que, dessa forma, alimentam a desesperança que se vive.
O Presidente do Governo Regional apresentou-se, com renovadas intenções dialogantes e uma louvável humildade democrática. Na prática, durante três dias de debate, fomos confrontados/as com mais do mesmo: - ouvidos moucos à diferença, intransigência nas posições e, quanto à abertura ao diálogo e ao compromisso…coisa nenhuma!
O PSD não se consegue reencontrar como uma oposição com um projeto político verdadeiramente alternativo. Poderia ser mais contundente na defesa, por exemplo, dos serviços públicos, mas prefere fazer um combate político baseado na contestação face ao agravamento de impostos sobre os refrigerantes e as balas, como se fossem as principais medidas de austeridade tributária que penalizam os portugueses.
Assunção Cristas proferiu uma enormidade, em direto para todas as televisões, quando assumiu este fim-de-semana, na ilha Terceira, que se orgulha de ter sido autora da Lei de Bases do Ordenamento e da Gestão do Espaço Marítimo Nacional.