Resistente anti-fascista, editor, livreiro, tradutor, jornalista, galerista, professor, ativista cultural e político, homem das letras e das artes. Bruno da Ponte foi um intelectual multifacetado. Deixou-nos esta sexta-feira.
O plano de combate à pobreza do Governo Regional “não está à altura da gigantesca crise social” existente nos Açores, alertou o deputado António Lima, referindo-se aos dados do recente estudo do Instituto Nacional de Estatística que revela que “cerca de 75 mil açorianos estão em risco de pobreza ou de exclusão social”. A crescente precariedade laboral – que o Governo Regional pratica na administração pública e incentiva no sector privado – é um dos fatores que mais contribui para as desigualdades sociais.
O parlamento aprovou hoje uma proposta do BE para combater a precariedade: a partir de agora, metade dos novos postos de trabalho criados no âmbitos de projetos apoiados pelo programa de incentivos “Competir +” têm que corresponder a contratos efetivos. No caso das pequenas e micro empresas, um em cada três novos trabalhadores terá que estar efetivo.
“Os apoios públicos têm de ser sinónimo de responsabilidade social, de emprego estável e com direitos. É o mínimo que se exige”, disse o deputado António Lima.
“A gestão das cantinas das escolas públicas não pode ser um negócio”, disse o deputado Paulo Mendes, que defendeu hoje no parlamento que devem ser as escolas a confeccionar as refeições servidas nas suas cantinas, em vez de este serviço ser efetuado por empresas privadas que estão mais preocupadas em obter o maior lucro possível do que com a qualidade das refeições.
O parlamento aprovou hoje por unanimidade um voto de congratulação do Bloco de Esquerda pela vitória dos professores dos Açores na luta pela recuperação integral do tempo de serviço congelado. “Depois de tempos de terraplanagem de direitos, a luta vitoriosa dos professores é um farol para outras lutas”, assinalou o deputado António Lima.
Os canis municipais dos Açores registam um incumprimento generalizado das medidas de controlo da população de animais de companhia ou errantes aprovadas pelo parlamento dos Açores em 2016. Os relatórios das inspeções realizadas pelo Governo Regional – a que o BE teve acesso, através de requerimento – demonstram que continua a haver um grande desrespeito pelo bem-estar animal na grande maioria das autarquias.
O Bloco de Esquerda lamenta que a ministra do Mar tenha recusado agendar uma reunião com deputados e deputadas do parlamento dos Açores para analisar as propostas de alteração à Lei do Mar que pretendem alargar os poderes das Regiões Autónomas no que diz respeito à gestão do seu espaço marítimo. Uma destas propostas é da autoria do BE/Açores.
O Bloco de Esquerda conseguiu assegurar o apoio financeiro da Região à autarquia da Praia da Vitória para que os terrenos do Bairro de Santa Rita sejam adquiridos pelos proprietários das casas por valores economicamente suportáveis, tendo em conta os rendimentos de cada agregado familiar.
É urgente "pôr fim à política do PS que transfere os recursos públicos para os mais poderosos", disse António Lima, líder do BE, que acusa o Governo Regional de ceder "à gula dos poderosos" à custa do desinvestimento nos serviços públicos e à custa dos direitos de quem trabalha. O BE anunciou que vai votar contra o Plano e Orçamento para 2019.
O Bloco de Esquerda garantiu o prolongamento da vigência do Programa Especial de Apoio Social para a Ilha Terceira por mais um ano, até 1 de janeiro de 2020. A proposta foi aprovada no âmbito do Orçamento de Estado e garante que os residentes na ilha Terceira continuam a ter acesso facilitado aos apoios sociais, assim como o aumento do valor e do período de atribuição.
PS e PSD uniram-se na Assembleia da República para chumbar a proposta do Bloco de Esquerda que pretendia garantir que os passageiros residentes nos Açores passassem a pagar, no máximo, apenas 134 euros para viagens entre a Região o continente.
“Não basta ao PS e ao Governo Regional falar” sobre o problema da precariedade, “exigem-se medidas concretas”, disse deputado Paulo Mendes, que desafiou o PS a aprovar as propostas do Bloco de Esquerda para combater este problema. O Bloco pretende, entre outras medidas, garantir que em todos os concursos públicos com valor superior a um milhão de euros – empreitadas, prestação de serviços ou fornecimento de bens – só possam ser admitidas empresas com mais de 50% de trabalhadores efetivos.
A proposta de Plano e Orçamento do Governo para 2019 “perpetua as desigualdades, a precariedade, a degradação dos serviços públicos e as privatizações e concessões de setores estratégicos para a região”, considera António Lima, que apresentou hoje as propostas de alteração do BE, que apontam um caminho alternativo, com base na defesa dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores.
O Bloco de Esquerda quer saber de que forma pretende o Governo da República garantir que os funcionários públicos e pensionistas beneficiários da ADSE nos Açores não deixarão de ter acesso aos medicamentos, e em que prazo será possível assegurar o pagamento das dívidas da ADSE à Associação Nacional de Farmácias que pode causar graves problemas num futuro próximo.
Os trabalhadores portugueses ao serviço da Força Aérea dos EUA na Base das Lajes não têm acesso a serviços de medicina no trabalho, uma obrigação que é exigida por lei às empresas portuguesas. O Bloco de Esquerda considera que, dado o perigo a que estes trabalhadores estão expostos, e tendo em conta que a Base das Lajes se encontra em território português, o Estado não se pode alhear desta situação.