Para manter a autonomia que a SATA pública representa será necessário contabilizar e ter em conta esses benefícios que são tidos como garantidos e que podem deixar de estar. A privatização pode significar que teremos que passar a pagar, e muito, por eles.
Esta literacia do que é ser cidadão, estudante, trabalhador, pai, empresário, doente, contribuinte, é fundamental para garantir que todos temos o melhor usufruto das ferramentas da nossa comunidade.
Quando o Bloco assinalou o Dia da Mulher no parlamento, todos os partidos reconheceram as dificuldades por que passam as mulheres, mas dois dias depois, perante uma iniciativa do Bloco para dar resposta a um problema concreto, estas dificuldades foram desvalorizadas.
É importante garantir que todas as mulheres possam procurar a justiça e igualdade perante a lei, sem medo de sofrer abusos e preconceitos durante o processo judicial.
Preocupante é o que o caderno de encargos não diz. Como ficam os serviços partilhados entre empresas e quem os passará a pagar? Quem assegurará no futuro o transporte de carga aérea e correio para o continente? E a que custo? Quem assegurará o transporte de doentes, incluindo doentes em maca? A nova empresa privada? Durante 3 anos apenas? E depois?
Teremos novos casos e casinhos na próxima aprovação do Plano e Orçamento da Região, e enquanto não chegamos lá temos uma região gerida a reboque e na expectativa que venham os apoios do PPR ou os Fundos Comunitários para salvar esta governação.
Nuno Barata e José Pacheco são meros peões nas mãos de Rui Rocha e de André Ventura, ao serviço dos seus interesses partidários nacionais, e os Açores, para a IL e para o chega, são apenas o tabuleiro onde este jogo se desenrola.