Este caso é sintomático de uma forma autoritária de gerir e governar. Ignorar ostensivamente a lei e os direitos constitucionais dos trabalhadores, como fizeram a administração do HDES e o governo, revela um profundo desprezo pelo Estado de Direito e pelo trabalho.
Seria de interesse público agregar informação sobre os Açores numa plataforma digital, de acesso gratuito e universal, que relacione, com critérios temporais, documentos de arquivo, produção científica e imprensa.
Este ano, o Governo preparou um procedimento de perto de 4 milhões de euros para salvar um clube de golfe, mas o orçamento total para o sector da Cultura foi de apenas 6 milhões de euros. É só fazer as contas...
Era uma vez um país que estava encostado à janela a dizer: “Quem quer? Quem quer? Quem quer vir cá viver?”. Mas um dia esse país mandou emigrar as suas melhores mentes.
Continuaremos na hipocrisia do discurso bonito do “salvem os oceanos” para no dia seguinte irmos de flor e queijo receber cruzeiros, que são dos maiores poluidores do mar com microplásticos?
A democratização do espaço, tal como ela hoje é discutida, não passa de um disfarce neoliberal. Se é para os Açores terem um papel no futuro da exploração espacial, que saibam escolher estar do lado das pessoas.