As audições realizadas ontem no parlamento por iniciativa do Bloco de Esquerda sobre os problemas do hospital de Ponta Delgada demonstram que o Conselho de Administração foi incapaz de justificar de modo credível as drásticas decisões tomadas perante a tentativa de ataque informático, despediu o diretor de informática de forma ilegal, insiste na limitação à liberdade sindical, demonstra falta de transparência nos números da atividade médica e não conseguiu apresentar a base legal para justificar a nomeação de familiares para o desempenho de cargos na instituição. “Perante estes problemas, se o governo mantém a confiança neste conselho de administração, será o governo a assumir toda a responsabilidade perante o que acontecer daqui em diante”, alerta António Lima.