O aumento do salário mínimo regional é, praticamente, indiferente aos cofres públicos e, para as empresas, quase insignificante. Ao mesmo tempo, um aumento extraordinário de 15 euros, nas pensões mais baixas, significa (por ano) um custo de 6 milhões de euros para os cofres públicos.
O governo da República e os seus parceiros da especulação financeira montaram uma operação cosmética de pura propaganda para presentear o clã dos “bons rapazes” a soldo dos mercados financeiros, num momento em que a evidência do rotundo falhanço da política de direita se revela avassaladora.
Deixem lá os foguetes e as hossanas e pensem no seguinte: o desemprego vai continuar a aumentar, todos os dias; os salários e as pensões vão continuar a ser esmifrados, até serem uma sombra do que foram; os impostos colossais são para continuar; as falências são cada vez mais inevitáveis, porque ninguém tem dinheiro para comprar o que elas vendem; a saúde, a educação e a segurança social estão sob a ameaça de um definhamento sem precedentes.
Continua a avançar o plano da direita, na Europa e particularmente em Portugal, comandado pela batuta deste governo PSD/CDS e o ziguezaguear titubeante e colaboracionista do PS. É tempo de voltar a cantar Lopes Graça: ACORDAI!
Foste uma mulher polémica, contraditória, incómoda, cúmplice e irreverente, num espaço geográfico e temporal onde, ainda, poucas mulheres se atrevem a sê-lo. E foste tudo isto sem cerimónias, sem pedir desculpa pelo pioneirismo e sem medo, também.
A revisão da Lei de Finanças Regionais significa mais pobreza, menos economia e mais desemprego. E tudo isto em cima do esbulho fiscal a que todos/as os/as Açorianos/as estão sujeitos, por via do colossal aumento de impostos consignado no Orçamento de Estado para 2013.
Para além de nos terem tirado a esperança no futuro, com promessas que não se cumprem e propósitos que não se revelam, a ideologia de direita instalada no poder quis convencer-nos que os direitos conquistados são mordomias e que a maioria dos portugueses, sem qualquer usufruto palpável, passa o tempo a viver acima das suas possibilidades.