Cabe aos terceirenses e aos angrenses resistirem à tentação de enveredarem por um modelo de desenvolvimento ‘bairrista’ ou por um modelo de desenvolvimento ponderado e que considere as gerações vindouras.
Pensemos nos turistas que desembarcam no porto da Praia da Vitória e têm de fazer o percurso do terminal até ao centro da cidade, com malas e mochilas, a pé. É longe, é desconfortável, e deixa uma péssima imagem!
Onde pára o conceito tão apregoado “Açores paisagem intocada”?
E se defendêssemos a nossa impar paisagem exigindo o controlo dessa dispersão de painéis que lhe foram espetados, e para a sua maioria a simples eliminação?
Deixemos de importar inadequados modelos para Ponta Delgada e procuremos projectos à dimensão e fragilidade do território em que nos revemos, capazes de juntar a Cidade, o Campo e o Mar.
É pela quantidade e qualidade das promessas eleitorais que, muitas vezes, se percebem as reais preocupações dos que, eventualmente, poderão estar à frente do destino de verbas públicas.