Nada nos garante que quem usará o porto espacial não estará a fazê-lo para colocar em órbita equipamentos que participam nas guerras que tanto abominamos na televisão. Desenvolvimento quer-se e precisa-se, mas nunca baixemos a guarda do poder crítico.
A medida do governo de direita, uma implementação da chamada teoria do “Trickle Down” que defende que, baixando os impostos aos ricos, as classes mais baixas irão também beneficiar do suposto crescimento económico gerado, não funciona.
Ora, quem lê isto percebe que falar de Cidadania ou de Literacias é o mesmo. Ao criar uma disciplina igual com um nome diferente, o governo pisca o olho aos conservadores que querem o fim da disciplina e aos liberais que se esquecem que a literacia financeira faz parte de cidadania e berram pelo seu espaço.
É lamentável que apenas o Governo Regional dos Açores insista em não reconhecer e valorizar devidamente os agentes culturais, ignorando o seu papel fundamental no desenvolvimento social e económico da região.
No entanto, o estado a que chegou a política cultural nos Açores com este governo da direita é preocupante. Assiste-se a um verdadeiro desprezo e abandono da cultura pelo governo regional.
Talvez o Joaquim Machado sempre tivesse pensado assim, mas nunca o tivesse dito, a verdade é que ficamos a saber que a retórica neoliberal radical da Iniciativa Liberal e do Chega já está a extremar o PSD.
A governação é feita de opções. Com esta tempestade de problemas no início do ano letivo facilmente se conclui que a educação não é a prioridade para o governo de direita.