As generalizações, contudo, mantêm-se: é tudo igual. Isto é o apelo à inação da própria comunidade, é a automutilação, a demissão do poder sobre si própria! Fazer política é entregar-se à comunidade e enquanto não a dignificarmos, nunca será digna.
Além do cansaço, imobilizamo-nos por um pessimismo que radica de um sistema (construído por nós) que nos falha, não da nossa condição humana. Resta, portanto, a esperança.
O que vemos é um PSD que, em muitos aspectos, se assemelha ao PS que tanto criticou. As práticas caciquistas persistem, e os erros do passado são repetidos, com a agravante de que o PSD prometeu mais e, ao que tudo indica, menos cumpre.
São Roque do Pico merece mais do que tem recebido. Merece uma administração que valorize e promova a sua cultura, que cuide das suas infraestruturas de maneira responsável e que comunique com transparência e eficácia.
O interesse superior da criança deveria ser sempre a prioridade, mas, infelizmente, parece ter sido relegado a favor de políticas que atendem apenas a interesses mais estreitos e menos altruístas.
O governo regional criou um novo conceito de gestão partilhada - os recursos minerais passam a ser partilhados entre multinacionais extrativistas e o governo da república. A porta não está entreaberta à mineração em mar profundo. Está escancarada!