Existem 17 candidaturas, várias delas com candidatos açorianos. Sejamos capazes de discutir, realmente, a Europa e aproveitar a oportunidade destas eleições funcionarem por círculo único (o voto útil não tem lugar).
Por proposta do Brasil, o G20 vai discutir a criação de um imposto global sobre riquezas bilionárias. É hora de mostrar o nosso apoio a esta medida, para que possa ser levada avante.
Parece-me que pensamos muito pouco a Europa e o nosso lugar nela. Os momentos em que mais ouvimos falar nela são de cinco em cinco anos, aquando das eleições europeias e mesmo assim estas eleições são aquelas com maior abstenção em Portugal.
O caminho deve ser o de aprofundamento de abril: não faz sentido a discussão sobre os seus valores, mas a discussão sobre a forma como os concretizar. A liberdade é o maior dos valores de abril, não me cabe na cabeça a possibilidade de a discutir
Abril acabou com uma ditadura, pôs fim a uma guerra, libertou povos do jugo do colonialismo, trouxe liberdade também aos portugueses. É certo, criou muitas expetativas ainda por concretizar. Mas cumpriu a sua maior promessa: a democracia.
«25 de abril» é o respeito pela dignidade humana, que compreende uma vida boa, tal como o pensamento crítico, uma atitude inconformada que aponta sempre à melhoria do presente e, além de o pensar, executa.
Nos Açores, uma deputada do CHEGA, achou por bem votar contra um voto de saudação aos 50 anos do 25 de abril. Quando chegamos a este ponto, só apetece mesmo dizer: não me chateiem. Mas que ninguém se iluda: este é o momento de irmos para a rua defender a nossa voz e os nossos direitos.