Junho 26, 2014 04:32 PM

Existem diversas análises e interpretações acerca da abstenção. A minha perspetiva é a de que os abstencionistas demitiram-se das decisões, colocam nos outros o seu direito e são orgulhosamente tolerantes.

Junho 24, 2014 06:13 PM

A ligação umbilical entre estes partidos e o verdadeiro poder tem, aos olhos das pessoas, uma imagem bastante explícita na dança de cadeiras entre governo, bancos e grandes empresas. Quem sai do governo vai, a mais das vezes, para um alto cargo, ou num banco ou numa empresa… e vice-versa. É este o triste baile a que assistimos! Mas, sendo esta a parte visível, de facto, é apenas a ponta do icebergue.

Junho 24, 2014 04:45 PM

O Orçamento Participativo tem um limite de 100 mil euros por projecto, num universo anual de 300 mil, não podendo por isso resolver grandes problemas nem tão pouco cometer grandes erros, o que só por si é uma grande virtude do programa (ou lá participariam de pronto as aves de rapina!), mas para além da abordagem do meio urbano, da reflexão em torno dele e da participação democrática, permite ao Município, nesta auscultação, encaixar uma saca de ideias, algumas bem meritórias que poderá e deverá, ouvindo os proponentes, reflectir e pôr em prática quando entender conveniente.

Junho 13, 2014 01:22 PM

O que interessa ao País é saber o que é que António Costa traz de novo e que políticas o diferenciam de Seguro. Até para confirmar (ou não?) aquilo que tantas vezes tenho escrito e dito, ou seja, que a essência da política do Partrido Socialista é a mesma do PSD/CDS, obediente a Merkel, à União Europeia e à Banca. Relativamente ao povo português, se não é carrasco é, no mínimo, cúmplice.

Junho 12, 2014 05:06 PM

A realidade está aí para demonstrar que a austeridade tem falhado naquele que seria o seu objetivo primordial, a redução da dívida pública. Em três anos, a dívida pública aumentou, no nosso país, 33,8% do PIB.

Junho 11, 2014 04:16 PM

Se, este ano, temos que pagar cerca de oito mil milhões de euros, só em juros da dívida soberana (mais ou menos 5% do nosso PIB), porque é que não havemos de dizer aos agiotas de serviço que só temos condições para pagar seis mil e quinhentos milhões de euros, ficando com o restante para cobrir o buraco orçamental que os/as trabalhadores/as, os/as pensionistas, os/as desempregados/as e até (imoralidade absoluta!) os/as doentes já não têm forma de cobrir – porque, muitos deles, já só têm (de seu) a carne que lhes cobre os ossos?